Kmaleon Entrevista mLabs: Como a Empresa está enfrentando o Coronavírus e Gerenciando o Home Office? – Com Rafael Kiso

Quando o assunto é Coronavírus, a sua empresa está colocando em prática as recomendações de isolamento social necessárias?

Trabalhar de casa tem as suas vantagens e preocupações, não apenas quanto ao distanciamento do quadro de colaboradores, mas também com relação a produtividade das atividades de trabalho.

E essa é uma das maiores preocupações do Rafael Kiso, Fundador e CMO da mLabs, com relação ao trabalho remoto dos seus funcionários. Ele conversou com o Matheus Emboava, Co-Fundador da Kmaleon, sobre o que a sua empresa tem feito para ajudar os funcionários e a responsabilidade social que precisamos adotar frente a esta situação que estamos vivendo.

Apesar das nossas metas, objetivos e atividades a cumprir, é dever dos Líderes a empatia. Saber entender quais são as dificuldades que o trabalhador passa quando adota o trabalho remoto, principalmente àqueles que moram com seus familiares e precisam dar atenção aos seus filhos.

Confira a entrevista completa a seguir:

Matheu Emboava


Como vocês estão agindo para manter a operação funcionando frente ao Coronavírus?

Rafael Kiso

A gente adotou o Home Office para todo mundo, mas ainda assim estamos mantendo a empresa aberta caso alguém precise fazer alguma coisa, como uma reunião, ou que não tenha como ficar em casa.

Mas estamos olhando caso a caso e estamos dando suporte quanto à infraestrutura. Para quem está trabalhando de casa e precisa de uma cadeira, ou um suporte com internet, ou algo nesse sentido, estamos dando apoio.

E quem precisa acessar a empresa e fazer alguma reunião rápida que não dá para fazer remotamente, a empresa está sempre a disposição.

Esse é o formato que a gente está fazendo. A gente também tem algumas medidas de trocar o Vale Refeição por Vale Alimentação, dado que aconteça de os restaurantes fecharem e só os mercados ficarem abertos.

Mas essa é uma medida que só vai ser tomada quando acontecer de fato.

Matheu Emboava:


Qual é a sua leitura sobre o trabalho Home Office e quais os desafios para se adotar a essa Prática como Cultura?

Rafael Kiso

É uma grande oportunidade para todo mundo testar, implementar e aprender com o Home Office de uma vez por todas.

O desafio principal é, com certeza, manter um ritmo. É fazer com que todo mundo consiga ter uma auto produtividade.

É natural que em casa o ser humano fique mais lento, ou fique com mais preguiça e tenha uma produtividade mais lenta.

O desafio é criar metodologias para que seja feito algum tipo de acompanhamento e, também, criar uma cultura de comprometimento e metas para que todos saibam o que fazer.

E isso pode ser por conta de um prazo ou pela responsabilidade do colaborador junto a missão da empresa. Esse é o maior desafio.

Nem todas as áreas têm metas mas tem que ter algum tipo de comprometimento, com algum tipo de missão estabelecida.

Antes da gente mandar todo mundo para casa, fizemos uma reunião em que definimos o plano de metas, para que todos os Heads pudessem trabalhar isso com as equipes.

Somos a favor de fazer o Home Office, até mesmo porque a mLabs como Startup precisa encontrar excelentes profissionais em qualquer lugar. E uma forma de conseguir conquistar talentos é possibilitando o home office, principalmente na parte de devs.

Matheu Emboava

Quais são os maiores desafios e preocupações de passar do presencial para o remoto, em um cenário envolvendo saúde pública, principalmente com o momento que estamos vivendo hoje?

Rafael Kiso

A preocupação na verdade é a produtividade, não tem preocupação maior do que essa em todas as empresas.

De certo modo a gente tende a focar mais por ter menos interrupções, mas por outro lado, você tem um monte de outras distrações em casa. Para quem é solteiro e mora sozinho, isso não é um problema tão grande.

Mas muitos que tem filhos pequenos e nessa situação, os filhos estarão em casa. Então, sob o cenário que estamos vivendo hoje, a realidade é toda a família na mesma casa.

Às vezes, você não tem um cômodo na sua casa onde possa se isolar. E isso é desafiador porque a produtividade pode ser reduzida.

A gente também tem alguns desafios relacionados as reuniões e apesar de termos, as ferramentas remotas é bem diferente de quando estamos todos juntos. De poder escrever na lousa e ter uma dinâmica maior.

Isso também é um desafio que a gente vai ter que aprender com as novas ferramentas. Por isso, a maior preocupação está relacionada a produtividade, agilidade, com o senso de estar junto e fazer a coisa acontecer.

Matheu Emboava:

Como que a mLabs está trabalhando remotamente a proximidade dos seus Funcionários? Basicamente, como vocês estão estimulando a colaboração e comunicação entre as pessoas do time?

Rafael Kiso

A gente criou alguns rituais, vamos dizer assim. Temos rituais todas as segundas-feiras, com transmissões de todos os Heads, ou seja, vamos fazer reuniões semanais de alinhamento entre eles.

Além disso, todas as sextas-feiras, vamos alinhar todas as sprints que passaram durante a semana, fazer uma review e falar sobre a sprint da próxima semana.

Isso vai ser feito com o time de Produto, Engenharia, Marketing e todos os outros. Basicamente será assim que cada Head vai fazer com os seus times.

Matheu Emboava:


E quais tecnologias estão ajudando a mLabs no desenvolvimento dessas atividades?

Rafael Kiso:

As ferramentas que estão ajudando são Slack, WebEx – que liberou gratuitamente para até 100 pessoas e isso facilitou muito o jogo – e o WhatsApp. Fora o E-mail tradicional.

Matheu Emboava:


Como vocês estão acompanhando o progresso das demandas?

Rafael Kiso

A gente tem usado a metodologia Agile e também a Kanban. Então, cada time tem algum instrumento. Isso tudo já estava online, os cards, as listas de atividades, isso não mudou para a gente.

Continuamos usando as ferramentas que já existiam. A gente tem a Bitrix 24, Slack, softwares de desenvolvimento, Asana para o time de Marketing, mas todos os nossos times já estavam usando métodos online para colocar em prática as atividades.

Matheu Emboava:

Gostaria que você passasse uma mensagem final para todos sobre o assunto.

Na sua opinião, qual é a responsabilidade das Empresas e Consumidores em reduzir os impactos dessa situação?

Rafael Kiso

Sem dúvida nenhuma a empresa é super responsável por determinar essa política de home office, para frear a cadeia de transmissão e ajudar na missão de fazer o vírus parar de ser espalhado.

Se a gente mantém o escritório aberto, naturalmente as pessoas são obrigadas a vir trabalhar, pegar transporte público, ter que ir em restaurante para comer e isso força todos os estabelecimentos a estarem abertos.

Então, todos os negócios, sejam escritórios, lojas, shoppings devem permanecer fechados! Porque isso acaba ajudando e forçando a sociedade a entender a dimensão e a gravidade do problema. Principalmente ajudar na contenção do vírus.

Sem dúvida nenhuma as empresam precisam tomar alguma atitude. Todas elas.

Essas foram as decisões tomadas pela mLabs de como gerenciar o seu time e trabalhar com a responsabilidade social em um momento de preocupação com o coronavírus.

Kmaleon está com uma série de ações e conteúdos para mostrar os caminhos que a sua empresa pode adotar se inspirando nas ações de outros profissionais.

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Obrigada e até a próxima. 🙂

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