Kmaleon Entrevista Eduqo: Como manter a União e Boa Energia entre os colaboradores no Home Office? – Com Gabriel Melo

Mesmo antes da Pandemia do COVID-19 e da necessidade de implementar o home office, a empresa Eduqo – que atua no segmento de tecnologia e educação – sempre trabalhou para manter a união dos seus colaboradores e uma boa energia no ambiente de trabalho.

Mas foi preciso se adequar por motivos de saúde e responsabilidade com a sociedade. O Head de Marketing da Kmaleon, Guto Oliveira, entrevistou o Co-Fundador da empresa, Gabriel Melo, com o intuito de entender quais foram as medidas que a startup adotou em tempos de coronavírus.

Gabriel falou sobre o processo de cadência na Eduqo, que tem gerado bons resultados na produtividade e união entre o time. Além disso, ele ressaltou que é um dever de todo profissional disseminar modelos e processos de sucesso e que essas ações também são atitudes colaborativas.

Afinal de contas, quanto mais rápido todos se adaptarem aos canais de aquisição digitais, melhor será para a economia do país.

“[…] A nossa responsabilidade como gestor é de compartilhar as boas práticas para ajudar outras empresas e profissionais. […] Compartilhar é quase que uma Responsabilidade Social para que possamos apoiar uns aos outros e conseguir migrar o mais rápido possível de rotina.”

Gabriel Melo – Co-Founder da Eduqo

Veja a entrevista completa:

Guto Oliveira


Como vocês estão agindo para manter a operação funcionando frente ao Coronavírus?

Gabriel Melo

Começamos o home office com todos os funcionários no dia 18 de março de 2020. Antes disso, já tínhamos começado o trabalho remoto parcialmente, com as pessoas do grupo de risco.

Basicamente, aqueles que tinham o contato com idosos, com possíveis suspeitas de Coronavírus. Funcionários com problemas respiratórios, ou com baixa imunidade, já estavam em home office desde segunda-feira (16 de março).

Mas agora estamos todos trabalhando 100% remoto.

Guto Oliveira


Qual é a sua leitura sobre o trabalho Home Office e quais os desafios para se adotar a essa Prática como Cultura?

Gabriel Melo

Antes desse movimento, a gente não tinha uma cultura abrangente de home office.

Nós tínhamos muita flexibilidade para que pessoas que estivessem doentes ou que tivessem com algum tipo de problema. Nestes casos, elas sempre puderam trocar o horário de trabalho, desde que combinado com o seu time e com o seu gestor.

Mas, a gente fazia isso sob demanda, quando precisava flexibilizar de alguma forma. Nós gostamos muito do calor humano e de todo mundo trabalhando junto.

Acreditamos que um dos elementos que faz a gente ter muito resultado e com pouca gente, é estar todo mundo trabalhando em um mesmo momento, com a cabeça focada e todos ajudando a resolver o mesmo problema.

Com isso, quando foi necessário trazer esse tipo de realidade para o home office, a gente precisou garantir que esse tipo de alinhamento de trabalho conjunto não se perdesse. Então, estamos fazendo um home office onde as pessoas continuam mantendo a mesma agenda de horários.

Todos começam a trabalhar juntos e, as reuniões que eram presenciais, a gente faz por vídeoconferência. Além disso, trocamos mensagens entre os canais de comunicação o dia inteiro.

A gente gosta de fazer as reuniões vendo o rosto um do outro, para passar uma energia boa. A gente sabe ficar em casa é algo que deixa as pessoas se sentindo isoladas e distantes. Por isso, ter esse “calor humano” através de uma vídeoconferência é extremamente importante para gente.

Guto Oliveira


Quais são os maiores desafios e preocupações de passar do presencial para o remoto, em um cenário envolvendo saúde pública, principalmente com o momento que estamos vivendo hoje?

Gabriel Melo

Para nós, o maior desafio em se trabalhar em home office é garantir que a gente não perca esse espírito de estar junto!

Pensando junto! Dando o nosso máximo e garantindo uma boa passagem de bastão de qualquer informação.

Dentre os nossos medos, o maior era ficarmos todos trabalhando em horários diferentes e com uma comunicação truncada. Nosso receio era na demora para resolver um assunto, que seria rápido se todo mundo estivesse junto.

Guto Oliveira

Como que a empresa Eduqo está trabalhando remotamente a proximidade dos seus Funcionários?
Basicamente, como vocês estão estimulando a colaboração e comunicação entre as pessoas do time?

Gabriel Melo

Estamos tentando manter as cadências unidas. Acreditamos que a solução para esse problema se resolve através dos processos que nós desenvolvemos internamente.

No começo do dia, nós fazemos o que a gente chama de “check-in”, uma reunião que tem como objetivo de comunicar uns com os outros sobre como estamos começando o dia.

Falamos a respeito das nossas energias, das nossas preocupações psicológicas, profissionais e pessoais. Essa foi a maneira que encontramos para trocarmos uma energia boa e nos apoiarmos.

O Check-in acontece bem no começo do trabalho, com todo mundo junto, via videoconferência e de maneira similar do que já era feito presencialmente. Com isso, fazemos o nosso daily (uma reunião diária).

Depois, nós fazemos o “Controle do Barco” ao meio do dia, em que analisamos o quão longe nós estamos de atingir o resultado que a gente precisa para aquele dia. Para conseguir alcançar esse resultado, a gente se comunica com o time via chat através do Google Hangouts.

No final do dia fazemos o Checkout, tanto das áreas, quanto dos gestores. Basicamente, é a compilação de como foi o dia.

Seguimos a mesma linha do Check-in e do “Controle do Barco”, só que falamos tanto das metas – o que foi cumprido e batido no dia – quanto de como estamos nos sentindo no final do dia.

Ou seja, se estamos nos sentindo bem, se atingimos o que queríamos quando iniciamos o dia, se estamos cansados ou se alguém precisa de alguma ajuda com alguma coisa (sendo do trabalho ou não).

Ter essas cadências remotamente é fundamental para que a gente consiga manter a nossa produtividade e a energia que tínhamos presencialmente.

Guto Oliveira


Quais tecnologias estão ajudando a Eduqo no desenvolvimento dessas atividades?

Gabriel Melo

Em termos de ferramentas, nós já usávamos muito o Chat do Google Hangouts e também, o Whatsapp para nos comunicar. Querendo ou não, nós temos que usar muito o WhatsApp, pois boa parte do relacionamento com o nosso cliente é feito com essa ferramenta.

Por isso, nós mantemos esses dois canais de comunicação. Nós também utilizamos as ferramentas de produtividade do Google: Google Docs, Google Sheets e Google Slides.

Com elas, fazemos um brainstorm, em que todos podem mexer ao mesmo tempo em planilhas, apresentações ou até mesmo compartilhar os documentos em vídeoconferências se precisar.

Também usamos o Asana para registrar atividades de forma mais estruturada e controlar o cronograma e calendário do time todo. A nível de gestão de relacionamento com o cliente, nós usamos o CRM e o Service Hub da HubSpot.

Guto Oliveira


Como vocês estão acompanhando o progresso das demandas?

Gabriel Melo

Fazemos o acompanhamento das demandas, juntando as ferramentas já citadas e as cadências. As cadências do “Controle do Barco” e do “Check-out” trazem à tona as tarefas e as missões que foram (ou não) cumpridas.

O registro dessas tarefas e as suas descrições são registradas no Asana ou no Google Docs. Por isso, sempre pedimos aos nossos funcionários que reportem no final de cada dia as suas atividades usando essas ferramentas: Google Sheet, Google Docs e Asana.

Guto Oliveira

Gostaria que você passasse uma mensagem final para todos sobre o assunto.
Na sua opinião, qual é a responsabilidade das Empresas e Consumidores em reduzir os impactos dessa situação?

Gabriel Melo

A gente entende que nem toda empresa tem a mesma oportunidade ou que está na mesma situação que nós. Por isso, não dá para cobrar que todos adotem as mesmas práticas.

Mas, a gente entende que o máximo que pudermos compartilhar de boas práticas uns com os outros, mais rápida será a transição das empresas do físico para o digital.

Em outros países, o grande problema é a demora em fazer essa mudança da nossa vida “normal”, para a interação remota. Então, se a gente não conseguir rapidamente se alinhar, para fazer essa transição para o Digital, a nossa sociedade vai demorar mais para responder.

A nossa responsabilidade como gestor é de compartilhar as boas práticas para ajudar outras empresas e profissionais a tirarem o máximo de dúvidas possíveis. Assim, eles poderão ajustar as suas rotinas rapidamente e correr menos risco com esse novo cenário de Pandemia.

Compartilhar boas práticas é quase que uma Responsabilidade Social para que possamos apoiar uns aos outros e conseguir migrar o mais rápido possível de rotina.

Essa foi a entrevista com o Gabriel Melo e a sua forma de gerenciar a sua equipe remotamente.

A Kmaleon está com uma série de entrevistas com profissionais de diferentes segmentos de mercado com o objetivo de compartilhar métodos, processos e boas práticas que os gestores têm adotado frente à crise.

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Obrigada e até a próxima. 😊